O termo é usado para descrever vários tipos de dor semelhantes, cuja principal característica é atingir uma das extremidades do corpo, causando inchaço e outros sintomas que, nos casos mais graves, podem levar à perda gradual dos movimentos.

O termo é longo: “Síndrome de dor complexa regional”, e inclui diferentes tipos de dor, como a distrofia simpático reflexa, a causalgia, a algodistrofia e a atrofia de sudeck.

Os mecanismos que levam ao surgimento desses problemas ainda são desconhecidos. O que os une são os sintomas apresentados na região afetada: inchaço, maior sensibilidade, sudorese, alteração de coloração e dificuldade de movimento.

Também já se sabe que há dois grandes grupos de dores dentro da síndrome, assim agrupados por uma característica que os diferencia na hora do diagnóstico:

  • Tipo 1: Na forma mais comum da síndrome de dor complexa regional (80% dos casos são desse tipo), uma pequena injúria ocorre antes do surgimento dos sintomas, sem evidência de envolvimento do sistema nervoso. A resposta a essa lesão inicial, entretanto, é totalmente desproporcional e a dor passa a ser sentida além do território de um único nervo periférico.
  • Tipo 2 (Causalgia): Surge depois de lesões de um tronco nervoso e limita-se à região de distribuição do nervo inicialmente lesado. Em alguns casos, a dor pode ampliar-se e atingir uma distribuição regional.
Quais são as características da síndrome de dor complexa regional?

Os sintomas mais comuns se parecem com os apresentados em outras enfermidades, como as vasculites, a artrite reumatoide e a trombose venosa. Por isso, o diagnóstico ainda na fase inicial pode ser difícil e exigir exames complementares para excluir essas outras possibilidades. Geralmente, os pacientes com a síndrome possuem pelo menos uma das alterações descritas abaixo:

  • Excesso ou perda de sensibilidade na região afetada;
  • Alterações na temperatura ou na cor da pele;
  • Surgimento de edemas;
  • Excesso ou falta de sudorese;
  • Limitação na amplitude do movimento;
  • Tremores e contração involuntária dos músculos;
  • Fraqueza ou alterações no crescimento dos pelos e das unhas.
Da dor à perda dos movimentos

Por não se saber exatamente como a dor complexa regional se manifesta, tratá-la é um desafio para os médicos e para os pacientes. Sem conseguir um tratamento que lhe garanta alívio, é comum instaurar-se um círculo vicioso no qual, para se defender da dor, o enfermo passa a evitar movimentos ou determinadas posições, o que gera deformidades, posturas viciosas e, no fim, mais dor.

Isso faz com que a síndrome de dor complexa regional seja extremamente incapacitante se não tratada precocemente. De acordo com um estudo da década de 80, apenas um a cada cinco pacientes conseguia retomar suas atividades normais após o tratamento.

Atualmente, há grandes chances de se reverter a síndrome, desde que ela seja diagnosticada e tratada em sua fase inicial, com o acompanhamento multidisciplinar – especialmente no que diz respeito ao apoio emocional do paciente e à reabilitação dos membros afetados.

Ufa! Chega de Dor