Mais comum entre as mulheres que entre os homens (elas representam de 80% a 90% dos pacientes), a fibromialgia é uma doença crônica bem frequente. Caracteriza-se por causar um incômodo generalizado, muitas vezes descrito como “uma dor que vai do fio de cabelo ao dedão do pé”.

O nome fibromialgia vem de uma combinação entre o termo em latim “fibro” (de tecido fibroso) e as palavras gregas “myo” (músculo) e “algia” (dor). Quem desenvolve essa doença conhece muito bem seus sintomas: dor muscular abrangente, fadiga e o surgimento de múltiplos pontos sensíveis pelo corpo. A combinação entre esses elementos leva a uma situação na qual a pessoa se sente tão esgotada que vai perdendo a capacidade de cumprir com a sua rotina. Por isso, o tratamento adequado é muito importante.

As causas dessa enfermidade ainda são desconhecidas e o que se especula é que ela ocorra por uma combinação de fatores – como o surgimento de doenças autoimunes, após ferimentos repetitivos ou em seguida a eventos fisicamente ou emocionalmente traumáticos.

Essa imprecisão sobre suas origens faz com que a fibromialgia seja definida como uma síndrome, não como uma doença. Na medicina, entende-se como síndrome um conjunto de sintomas e problemas médicos que tendem a ocorrer simultaneamente, mas que não estão relacionados a uma causa específica identificável – justamente o que acontece na fibromialgia.

O que a ciência diz sobre a fibromialgia?

Alguns grupos de pesquisa acreditam que a síndrome seja o resultado de falhas no funcionamento do sistema nervoso central, em áreas responsáveis pelo processamento da dor, enquanto outros preferem explicar a desordem como derivada de alterações nos genes. Fato é que nenhuma dessas hipóteses ainda foi comprovada, e mesmo diagnosticar a fibromialgia segue sendo muito difícil.

Também já se observou uma certa hereditariedade na manifestação dos sintomas, com vários estudos indicando que as mulheres com alguém com fibromialgia na família têm mais chances de apresentar a enfermidade. Porém, mais uma vez, a razão para isso ainda é desconhecida.

Quando é fibromialgia?

Dor, alterações no sono e fadiga são sintomas comuns a várias doenças, por isso, a primeira coisa para descobrir se estamos diante de um caso de fibromialgia é descartar outras possíveis causas para esses sintomas. A dor na fibromialgia também possui algumas singularidades:

  • É abrangente: Afeta todos os quadrantes do corpo, ou seja, acima e abaixo da cintura e em ambos os lados (direito e esquerdo);
  • É persistente: Há histórico de dor por pelo menos três meses;
  • É marcada por pontos sensíveis: A pessoa deve apresentar pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis apontados na figura abaixo. Ao pressionar essas áreas, por mais leve que seja o toque, o paciente sente uma dor insuportável e incompatível com o estímulo.
Pontos sensíveis na fibromialgia

Os 18 pontos sensíveis da fibromialgia: Os pacientes costumam sentir dor em pelo menos 11 dessas áreas

 

É comum que o paciente de fibromialgia sinta dor em outros lugares além dos apontados na figura, com muitos descrevendo o incômodo como “uma dor que vai do fio de cabelo ao dedão do pé”.

Quais são as características da fibromialgia?

Além dos sintomas já citados, também ocorrem com frequência:

  • Rigidez matinal,
  • Dores de cabeça,
  • Irritação intestinal,
  • Períodos menstruais dolorosos (nas mulheres em idade fértil),
  • Amortecimento ou formigamento das extremidades do corpo,
  • Síndrome das pernas inquietas,
  • Sensibilidade à temperatura,
  • Problemas cognitivos ou de memória.