Calcula-se entre 5 e 10% o percentual de dores lombares crônicas originadas na articulação sacroilíaca, mecanismo responsável pela junção entre a parte inferior da coluna (o sacro) e a pelve.

Ao contrário de outras articulações do corpo, a sacroilíaca é capaz de bem pouco movimento, mas tem uma função fundamental em nossa sustentação: ela faz a transferência de peso entre o tronco e as pernas, evitando a sobrecarga tanto na parte superior quanto na parte inferior do corpo.

Sua ação se dá da seguinte maneira: quando estamos parados, seja sentados ou de pé, o peso do nosso tronco, braços e cabeça é depositado em cima da cintura pélvica, que retransmite parte do peso para os membros inferiores.

Já quando estamos em movimento, como por exemplo, correndo, descendo escadas ou pulando, ocorre uma transferência no sentido contrário, ou seja, dos membros para a coluna.

As razões para o surgimento de dor nessa região são as mais diversas: podem aparecer após alguma lesão traumática, como resultado de artrite degenerativa, da gravidez ou de infecções.

Ai, dói!

Dor e rigidez na região lombar, nas coxas ou nas nádegas são as queixas mais comuns dos pacientes. Em alguns casos, o incômodo irradia pela perna e pela virilha e, em situações mais raras, pode causar a perda de sensibilidade ou súbita sensação de frio.

Embora o paciente sinta tudo isso, nada aparece nos exames radiológicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico. Sem provas de imagem e com escassez de sinais clínicos indicativos da doença, a maneira mais confiável para saber se a dor é de origem sacroilíaca é injetar anestésico na região.

Caso seja dor sacroilíaca, a infiltração será capaz de gerar alívio ao paciente. O mesmo método pode ser usado também para o tratamento, com a aplicação de corticoides.