Geralmente, operações na coluna são motivadas por quadros de dor. Infelizmente, a intervenção cirúrgica nem sempre garante alívio ao paciente e o resultado pode ser o aparecimento de mais dores após o período pós-operatório.

Síndrome da dor após cirurgia de coluna falida ou dor da cirurgia de coluna falida é o nome dado para os casos em que, além de não gerar alívio, a intervenção cirúrgica acaba por gerar ainda mais dor. As razões para o insucesso são variadas. Vejamos algumas delas:

  1. Ops… A dor não era onde se pensava que fosse…O motivo mais comum é a escolha inadequada do procedimento cirúrgico, motivada por alguma lesão aparente que pode ser correlacionada com as queixas do paciente – mas que não é a verdadeira origem do problema. Por exemplo, o paciente tem uma hérnia de disco facilmente detectável pelos exames e que seria uma explicação possível para os sintomas que apresenta. Só que a origem do incômodo não está aí, mas sim em uma disfunção da articulação sacroilíaca.
  2. Na hora da cirurgia, algo deu errado…Falhas técnicas durante a cirurgia também podem causar a compressão da raiz do nervo e, como consequência, dor pós-cirúrgica prolongada.
  3. Tudo bem com a cirurgia, mas a cicatrização…Depois de uma cirurgia, pode haver a formação de tecidos de cicatrização no entorno do nervo, a chamada fibrose epidural. Esse é um processo comum e que nem sempre acarreta em dores. O incômodo surge apenas quando o tecido formado interfere nas raízes dos nervos lombares.Nesses casos, os sintomas costumam aparecer de seis a 12 semanas após a cirurgia, normalmente após um período de alívio do incômodo. Na fibrose epidural, as dores retornam de maneira gradual, o que a diferencia da herniação discal após cirurgia da coluna. Nessa condição, mais rara, porém mais grave, as dores retornam de forma aguda após o período de alívio.
  4. Muitos meses depois…Em alguns casos, o paciente volta a sentir dores muitos meses e até mesmo anos depois da cirurgia. Quando isso acontece, a causa também não costuma ser a fibrose epidural, pois esses tecidos crescem apenas durante um curto período de tempo após a operação.O mais provável é que o incômodo tardio seja resultado de hérnias de disco, de estenose espinhal (que é o estreitamento do canal espinhal causando a compressão dos nervos) ou mesmo provocado por outros processos degenerativos da coluna.
Mexa-se (com orientação)

Uma das formas de se prevenir o surgimento de dores pós-cirúrgicas causadas pelo crescimento de tecidos de cicatrização, é movendo-se. Um fisioterapeuta saberá escolher os exercícios de fortalecimento e de alongamento corretos para o período pós-operatório. Quando o corpo é mantido em movimento durante a cicatrização, torna-se mais difícil que se formem tecidos que possam interferir na inervação.