A enxaqueca é uma doença neurovascular caracterizada por repetidas crises de dor de cabeça, que atinge um a cada seis brasileiros, especialmente as mulheres. Veja suas características:

  • A dor é geralmente sentida apenas sobre um dos lados da cabeça;
  • Uma crise típica é reconhecida pela dor em pulsos, com intensidade moderada ou forte, e que se agrava com a realização de atividade física;
  • Além da dor, costuma ocorrer pelo menos um dos seguintes sintomas:
    • náuseas,
    • vômitos,
    • desconforto com a exposição à luz, a cheiros fortes ou a sons altos;
  • A duração das crises varia entre quatro e 72 horas;
  • É mais comum entre as mulheres e, entre elas, o ciclo menstrual costuma influenciar no surgimento das crises em cerca de 60% das pacientes;
  • Possui componente genético (geralmente na mesma família há mais de uma pessoa que sofre com a enxaqueca).
Ops! Ela voltou!

A enxaqueca costuma ser acionada pelos chamados “gatilhos”, que são estímulos que atuam “despertando” a dor. A menstruação nas mulheres é um desses gatilhos.

Outros exemplos são as alterações no sono e o estresse.

Vários alimentos também cumprem essa ingrata função. Alguns deles são o álcool (ainda que em pequenas quantidades), o chocolate, o café e outros alimentos com altas doses de cafeína, as comidas contendo o realçador de sabor glutamato ou as adoçadas com aspartame. Até mesmo a baixa ingestão de água pode fazer surgir a temida enxaqueca.

A enxaqueca com “aura”

Um a cada três pacientes enxaquecosos costuma apresentar um conjunto de sintomas neurológicos conhecido como “aura”, que acontece um pouco antes da cefaleia, e pode durar entre cinco e 60 minutos.

Durante esse tempo, a pessoa relata enxergar flashes de luz, falhas no campo visual ou imagens brilhantes em ziguezague. Outros sintomas neurológicos mais raros, mas que também podem acontecer são o formigamento, a sensação de frio ou calor, as dificuldades na fala ou as alterações motoras.