Sentir dor é uma reação natural do nosso organismo e um importante sintoma, cuja função primeira é a de alertar-nos de que algo fora do esperado ocorre em nosso corpo. Isso, porém, não significa que ela não deva ser controlada

Não há dúvidas sobre a utilidade da dor para a manutenção da nossa saúde. A dor do parto, por exemplo, é o sinal para a mulher de que o bebê está chegando. Da mesma maneira, uma perna quebrada incomoda, evitando que sigamos nos movendo e acabemos por agravar a lesão.

Ser parte do funcionamento natural do corpo, porém, não significa que a dor não possa tornar-se um sério problema de saúde. No quadro abaixo explicamos a diferença entre a dor aguda e a dor crônica. Essas são as duas maneiras pelas quais a dor é classificada de acordo com a sua evolução. Em linhas gerais, embora a dor aguda seja um sintoma comum, ela não deve ser negligenciada, pois a dor aguda não tratada pode acabar tornando-se dor crônica.

Um bom exemplo é o surgimento de dor aguda após uma intervenção cirúrgica. Ele pode ser considerado natural, o que não quer dizer que esse incômodo deve ser subtratado ou mesmo ignorado pela equipe médica e pelo paciente. Controlar a intensidade da dor é muito importante. Não é possível modificar os fatores genéticos que predispõem o paciente à dor crônica, porém é completamente viável manejar os fatores de risco oriundos dos procedimentos cirúrgicos e de cicatrização, evitando o surgimento de dor crônica.