Você sabe reconhecer os sintomas do lúpus?

Doença auto-imune, o lúpus tem a dor como um de seus sintomas e ataca mais as mulheres que os homens

lúpus

A doença é predominantemente feminina: calcula-se que nove a cada dez pacientes de lúpus sejam mulheres. Os primeiros sintomas, geralmente, surgem entre a adolescência e a juventude, com redução no número de casos após a menopausa.

Apesar de se saber sobre essa maior incidência entre as mulheres, em especial aquelas em idade fértil, pouco se sabe sobre as razões pelas quais o lúpus se desenvolve. Confira abaixo seis perguntas para entender melhor a doença:

O que exatamente é o lúpus? Já ouvi falar, mas nunca entendi muito bem o que é a doença

O lúpus é uma inflamação crônica que acontece quando o organismo começa a atacar tecidos e órgãos – fenômeno conhecido na medicina como doença auto-imune. Diversas são as partes do corpo susceptíveis ao lúpus: articulações, pele, fígado, células sanguíneas, coração, pulmão e até mesmo o cérebro podem ser afetados.

Como se reconhecer a doença?

Muitas vezes a pessoa vive durante anos com o lúpus antes de receber o diagnóstico. Isso acontece porque muitos dos sintomas são semelhantes ao de outras doenças e não existe um exame único capaz de diagnosticar a enfermidade. Um dos sinais de lúpus mais reconhecidos, a vermelhidão nas bochechas lembrando o formato de uma borboleta, embora comum, não acomete a todos os pacientes.

A que sinais então devo estar atenta(o)?

A vermelhidão em forma de borboleta é um dos sinais, mas como vimos, nem todos os pacientes o desenvolvem. A associação internacional Lupus Research Alliance recomenda às pessoas estarem atentas a uma lista de onze sintomas. O sinal de alerta deve ser acendido quando a pessoa possui mais de quatro dos sintomas abaixo:

  1. Vermelhidão em forma de borboleta
  2. Irritações em formato de disco
  3. Surgimento de irritação como reação à luz do sol
  4. Lesões na boca ou no nariz, usualmente sem causar dor
  5. Artrite não erosiva nas articulações, acompanhada de hipersensibilidade e inchaço. Na artrite não erosiva, os ossos ao redor das articulações não se desgastam
  6. Inflamação do tecido que reveste o coração (periocarditis) ou o pulmão (pleurite)
  7. Distúrbios neurológicos, como tonturas e confusão
  8. Alterações no funcionamento dos rins com a presença inusual de proteínas na urina
  9. Distúrbios hematológicos, como baixa contagem para glóbulos brancos e plaquetas
  10. Distúrbios imunológicos
  11. Teste positivo para fator antinuclear (também conhecidos como anticorpos antinucleares, ANA) – cerca de 20% das pessoas testam positivo para FANs mas não tem lúpus. Entre outras possíveis complicações associadas estão doenças do fígado, da tireóide e outras doenças auto-imunes.

Existe cura para o lúpus?

Não, mas o disgnóstico prematuro e o tratamento podem ajudar o paciente a controlar os sintomas, evitando os riscos de danos permanentes aos tecidos e órgãos afetados.

Como é feito o tratamento?

Os casos de lúpus são muitos variados e, por isso, os tratamentos e medicações prescritos devem acompanhar às individualidades de cada paciente. De modo geral, casos médios da doença são tratados com anti-inflamatórios e analgésicos comuns. Nos casos mais severos ou quando há danos em órgãos ou tecidos internos, é necessário recorrer a remédios mais fortes.

Um exemplo é o belimubabe, aprovado para uso no Brasil em 2013. Esse medicamento foi a primeira terapia desenvolvida para o tratamento do lúpus e age evitando que o organismo se auto-ataque.

Recebi o diagnóstico de lúpus. O que esperar da doença? Poderei continuar a ter uma vida normal?

As experiências dos pacientes com o lúpus são muito variadas. O importante é que qualquer pessoa com a doença siga o tratamento indicado pelo(a) especialista, fique atento à alimentação e proteja-se da exposição ao sol. Como a doença caracteriza-se por crises de dor e fadiga, também é fundamental usar os dias sem dor para fazer aquelas atividades que tornam-se impossíveis durante as crises. Buscar ajuda de outras pessoas que também possuem a doença também é uma forma de encontrar conforto e boas dicas.

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Com informações da
Lupus Research Alliance e Clínica Mayo

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2 respostas

  1. Mária Arlete Basilio 10 meses ago
    • Redação 10 meses ago

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