Menos sal, menos dor de cabeça

Notícia importante para quem sofre constantemente com dores de cabeça: pesquisa americana mostrou que reduzir o sal pela metade pode diminuir a frequência do incômodo em um terço

sal e dor de cabeça
Serve para quem sofre com cefaleia crônica (e muitos enxaquecosos já controlam o sal no dia a dia) e para quem, apesar de não ter a doença, é constantemente assombrado por dores de cabeça: Um estudo realizado nos Estados Unidos demonstrou que reduzir o sal pela metade pode resultar em menos crises de dor.

Foram recrutados 400 voluntários para os testes. Durante a investigação, metade se alimentou de maneira mais saudável, seguindo uma dieta rica em frutas e vegetais e com menos gorduras (totais e saturadas). A outra metade continuou se alimentando com a dieta típica dos americanos.

Adeus, saleiro

Em determinado momento, ambos os grupos passaram a ingerir menos sal. Começaram com oito gramas diárias (o equivalente a uma colher de sopa rasa), depois seis gramas e, no fim, estavam consumindo metade do inicial, ou seja: quatro gramas por dia.

Junto do sal, os pesquisadores observaram que os relatos de dor de cabeça também iam reduzindo. O menor índice de queixas foi atingido quando os voluntários começaram a consumir quatro gramas de sal por dia. Neste estágio, houve uma redução de 31% nos casos de dor de cabeça, tanto em pacientes com pressão alta quanto naqueles cuja pressão sanguínea é normal. A mesma redução drástica nas dores de cabeça não foi observada apenas com a adoção da dieta mais saudável.

O efeito no corpo

Mas qual seria a relação do sal com a dor de cabeça? Em poucas palavras, muito sal faz com que o sangue circule com mais pressão por nossas veias, o que pode acabar gerando dor de cabeça.

O professor Graham MacGregor, presidente da Ação Global sobre Sal e Saúde (Wash, em sua sigla em inglês), explica que há muito já se apontava para essa relação entre sal e dores de cabeça.

“Entretanto essa foi a primeira vez que um experimento com um grupo de fatores bem controlado conseguiu demonstrar uma grande redução nas dores de cabeça após uma modesta diminuição da ingestão de sal, independentemente da pressão sanguínea da pessoa”, sintetiza MacGregor.

Excesso de sal na mesa dos brasileiros

No Brasil, o consumo de sal ainda é alto, tanto que tem sido objeto constante de ações do Ministério da Saúde. Calcula-se que o brasileiro consuma, em média, mais de 11 gramas do alimento, o que daria quase três vezes a quantidade sugerida pela pesquisa e mais que o dobro do limite posto pela Organização Mundial da Saúde.

Reduzir o consumo de sal não é uma tarefa impossível. É preciso estar de olho especialmente aos alimentos industrializados, nos quais o sódio (principal componente do sal) costuma ser usado para ajudar na conservação. Embutidos, laticínios e defumados costumam ser ricos em sal e, portanto, devem ser consumidos sem exagero.

Aposentar o saleiro da mesa e ter atenção na quantidade de sal usada na hora de cozinhar também maneiras eficientes de não abusar do ingrediente.

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